"La Haine", de Mathieu Kassovitz, é um filme polémico, devido à exposição do fenómeno da violência urbana, em particular a dos bairros degradados da periferia. Os protagonistas são três jovens de origem étnica diferente, um judeu, um árabe e um negro, que vivem nos subúrbios de Paris. Nessa noite, no bairro onde moram, houve distúrbios e um dos polícias perdeu o controlo da situação. Em consequência, Abdel (Abdel Ahmed Ghili), um amigo deles, foi brutalmente espancado e está às portas da morte. Vinz (Vincent Cassel) e os seus dois amigos, Said (Saïd Taghmaoui) e Hubert (Hubert Koundé), não têm nada para fazer e para passar o tempo, deambulam por Paris... Vinz jura que, se Abdel morrer, mata o polícia. Mathieu Kassovitz ganhou o prémio de melhor realizador do festival de Cannes de 1995. Para além disso, ainda recebeu o César de melhor montagem (com Scott Stevenson), melhor filme e o de melhor produtor (Christophe Rossignon). Como curiosidade, diga-se que Kassovitz, que também é actor, foi o protagonista de "Amélie Poulain".
Muitas vezes os filmes devem ser avaliados não pela sua qualidade intrínseca mas sim pela sua relação custo-benefício. Quando olhamos para um filme como este devemos ter sempre presente que o seu orçamento não atinge 1% do montante investido em alguns filmes, mesmo se tivermos em conta que estávamos em 1989. Mais, arrisco a dizer que, o orçamento é bem inferior ao de muitas obras nacionais que, nem por sombras, atingem a qualidade do filme de Steven Soderbergh.
Para os menos conhecedores Soderbergh é o realizador de obras como Erin Brockovich, Traffic, Ocean's Eleven e as suas sequelas, The Good German, etc., etc.
Porém, há 20 anos atrás, o agora famosíssimo realizador, foi o vencedor da Palma de Ouro de Cannes com a sua obra de estreia, precisamente, Sex, Lies, and Videotape.
Com um orçamento diminuto, o realizador e argumentista norte-americano construiu uma narrativa hipnotizante, sensual mas ao mesmo tempo dúbia e agressiva (especialmente se tivermos em conta que mesmo em finais da década de 80 o sexo era uma temática difícil no cinema). Apenas com 4 actores, James Spader, Andie MacDonnal, Peter Galhager e Laura San Giacomo, e recorrendo a meia-dúzia de cenários, Soderbergh demonstrou que não eram necessários grandes orçamentos para apresentar filmes de qualidade, basta a imaginação e o engenho do argumento e da realização para estarmos perante uma obra de valor inquestionável.
Não bastasse o seu valor intrínseco, esta sua pequeníssima obra-prima, fica ainda na história como uma das grandes responsáveis pela revitalização do chamado cinema independente (reduzido orçamento > qualidade superior) norte-americano. Quanto ao seu responsável, ele teve de esperar praticamente 10 anos até que lhe fosse reconhecido o valor devido, sobretudo após as obras mencionadas anteriormente.
Voltando ao filme, este acompanha bem de perto as disfuncionalidades de um casal tipicamente norte-americano, John e Ann (Galagher e MacDowell), ele um advogado de sucesso e ela uma dona de casa insatisfeita, e os efeitos na sua relação que terá a chegada de Graham (Spader), um antigo amigo de John. Ele juntamente com a irmã de Ann (Giacomo) irão por a nu todas as lacunas do seu relacionamento, sobretudo ao nível do seu comportamento sexual.
Está longe de ser um filme para todos os gostos porém, é uma obra que marcou a sua época e que (re)abriu as portas ao cinema alternativo de qualidade.
A infância de Lawrence Talbot terminou na noite da morte da sua mãe. Após deixar o adormecido vilarejo Vitoriano de Blackmoor, passou décadas a tentar recuperar e esquecer o sucedido. Mas quando a noiva do seu irmão, Gwen Conliffe, o procura para a ajudar a encontrar o seu amor desaparecido, Talbot regressa a casa para ajudar nas buscas. Descobre, então, que algo de força bruta e sedento de sangue tem vindo a matar os aldeãos e que um desconfiado inspector da Scotland Yard chamado Aberline foi chamado para investigar o caso. Quando as peças começam a formar o terrível puzzle, Talbot ouve falar de uma maldição antiga que transforma os desesperados em lobisomens aquando da Lua Cheia. Agora, de modo a parar a chacina e proteger a mulher que ele aprendeu a amar, Talbot tem de matar a maligna criatura que se esconde nos bosques que circundam Blackmoor. Mas enquanto procura o terrível monstro, um simples homem com um passado atormentado irá revelar um lado primitivo, que nem imaginava existir.
A biografia de Ian Dury, que foi atingida com a poliomielite em uma idade jovem e superou as expectativas, tornando-se uma das fundadoras da cena Punk Rock na Grã-Bretanha na década de 1970.